Grandes Mentes

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A Coragem manifestada de Akhenaton é vista como a virtude mais marcante do maior faraó que a História do Egito já teve, colocando seus ideais acima das circunstâncias materiais e políticas. Akhenaton possuía uma visão grandiosa sobre o Universo, muito além de seu tempo, e isso notamos em sua conduta, baseada em uma Verdade absoluta que ele buscou propagar para a população egípcia.


Ainda jovem, seu nome foi Amenófis IV, filho do faraó Amenófis III e da rainha Tii. Conta a história que seus pais tiveram importante participação em sua formação ideológica, sendo eles exemplo ao ensinar ao filho que acima do poder político, é preciso seguir o Sentir para governar a população, procurando ser justo baseado-se em uma justiça divina, e não em interesses de algumas poucas pessoas. Além dos pais, o jovem Amenófis cercou-se de sábios sacerdotes. Um deles foi Amenhotep, considerado seu preceptor antes de se tornar faraó e um dos maiores sábios do Egito antigo.


Amenófis IV foi coroado faraó aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-regência ao lado do pai, numa época em que Egito vivia uma situação interna tranquila e de grande prosperidade. Seu reinado durou 13 anos (1.370 à 1.357 a.C.). Para ele, era fundamental que todo homem trabalhasse para acionar suas ideias e conhecimentos, sem que de nada valesse o conhecimento para o homem omisso. E para colocar em prática os seus ideais, com sabedoria e coragem, manda construir uma nova cidade chamada Tell el Amarna (“A Cidade do Sol”) que não era apenas uma cidade, mas uma nova forma de civilização, na qual as manifestações e condutas eram no sentido de aproximar o homem da sua fonte divina para que chegasse a Unificação. Nesta cidade, um templo para Aton, Deus do Sol foi levantado, e com isso, Amenófis IV torna-se Akhenaton, o filho do Sol. Para ele, Aton é um princípio divino invisível, intangível e onipresente, porque nada pode existir sem Ele. Deus é o núcleo da força criadora que se manifesta em todas as formas.


Em Amarna, os templos passam a ser de todos, pois todos os homens são iguais perante Aton. A sabedoria governa, não pela lei dos homens, mas por Leis Divinas que tornam a Verdade perceptível a todos. O novo faraó tratou de ensinar a evolução espiritual que se dava interiormente. Assim, durante o seu reinado, Akhenaton transformou súditos em discípulos, homens antes divididos por múltiplos deuses em homens de um Deus único e universal que iluminava a Vida de todos.


As profundas mudanças durante o seu reinado não se limitaram a implementação do monoteísmo no Egito. As artes amarnianas, como são chamadas as obras da época, registram a visão que o faraó tinha do homem e do universo. Pela primeira vez, também, surgem obras mostrando a vida familiar, inclusive seu relacionamento com a esposa Nefertiti, o que vem ao encontro da concepção de Akhenaton de que o núcleo familiar é muito importante para a construção de um meio melhor. Na poesia, os escritos religiosos em homenagem ao Deus Aton, marcam o seu reinado. É através dela que o faraó mostra a unicidade de Deus. Após a morte de Akhenaton, aos 33 anos, a cidade de Amarna e seu legado foram pouco a pouco sendo destruídos.

A história de Akhenaton mostra, mais uma vez, que um homem melhor faz um meio melhor, e que a força de sua convicção em seu objetivo muda o meio. Para isso é preciso ser a Coragem!


Hino ao Sol* 

“Tu és belo, grande, resplandecente, Sublime sobre todas as terras do país; Os teus raios abraçam e iluminam as terras Até o limite de tudo o que criastes. Sendo Rá alcanças os seus limites e os subjugas para teu filho amado. Tu estás longe, mas os teus raios encontram-se sobre a terra, Apesar de vê-lo seu caminho é oculto Tu estás diante de nós, mas as pessoas não vêem o teu caminho.”


Pequeno Hino a Aton*

“És o Aton Vivo e a tua emanação é eterna. Tu criaste os céus longínquos para brilhar nele e vigiar toda a tua criação. És o Uno mas existem milhões de partículas de vida em ti. Para fazê-las viver, insuflas sopro de vida em suas narinas. Ao ver seus raios, os botões se abrem em flores e as plantas que surgem do solo se fortalecem ao teu nascer. Ao ver os seus raios, todos os animais se erguem em suas patas, as aves saem de seus ninhos agitando as suas asas alegremente e voam em louvor ao Aton Vivo, seu criador." (trechos de poesias escrita por Akhenaton)




Não apenas físico, mas um grande filósofo, assim é conhecido Albert Einstein. Nasceu em Ulm, 14 de março de 1879 e morreu em Princeton, em 18 de abril de 1955. Entre seus feitos em prol da humanidade está o desenvolvimento da teoria geral da relatividade, um dos pilares da física moderna, e a dita “fórmula mais famosa do mundo” E=m.c2, onde elucida a equivalência de massa e energia. Mas foi pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico (fundamental no estabelecimento da física quântica) e pelas contribuições pelos serviços à física teórica que ele ganhou o Prêmio Nobel de Física, em 1921.




Sobre a filosofia de Einstein, propriamente dita, ele procurou conhecer profundamente todas as correntes existentes, desde o positivismo ao realismo e do empirismo ao racionalismo, no qual procurou o ponto mais abrangente e comum em todas elas. Desenvolveu, assim, o seu próprio pensamento filosófico, que encontrava, esse sim, razão em suas descobertas científicas. O que impressiona na obra de Einstein é o alcance considerável das modificações que ela causou nas visões que tanto cientistas como filósofos estavam acostumados a ter.



Mais que seu pensamento propriamente dito, ou suas descobertas científicas, foi, sobretudo, o casamento entre física e filosofia que chama a atenção. Caso excepcional entre os cientistas-filósofos, ele não interessava aos filósofos profissionais pelo que escreveu, mas pelo que fez: ele lhes teria entregue o material bruto de conceitos e teorias novas, do qual estavam eles a decifrar a significação profunda.




Para tanto, entender completamente as descobertas do mais memorável físico de todos os tempos não é simples, e tão pouco fácil. É possível afirmar, certamente, que quase 100 anos depois de seus trabalhos terem sido publicados, nenhum cientista conseguiu entender completamente as obras de Einstein. De outra forma, ele conseguiu mostrar através de explicações simples as leis matemáticas que governam o Universo.



Do ponto de vista religioso, há inúmeras tentativas de transferir a Einstein o laivo de ateu. Segundo suas próprias palavras, a existência de Deus seria incontestável. Para ele, a forma mais simples de descrever Deus seria a forma “panteísta” -- a crença de que absolutamente todo o Cosmos e todos os seres compõem um Deus abrangente e que o Universo e Deus são idênticos. Sendo assim, os adeptos dessa posição não acreditam num Deus pessoal e antropomórfico.



Dentre suas maiores virtudes, pode-se analisar a persistência e inteligência. Segundo relatos, Einstein era capaz de ficar trancado por dias seguidos em seu quarto ingerindo pouquíssima comida e água atrás de respostas para seus questionamentos e para as suas teorias. Mostrava uma imensa capacidade de articular seus conhecimentos para chegar aos cálculos que o fizeram conhecidos no mundo.



Einstein publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não-científicas. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram a palavra "Einstein" ser sinônima de gênio.


 

Frases


“Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade.”
"Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou. Deixo de pensar, mergulho num grande silêncio e a verdade me é revelada. O ser humano é parte de um todo chamado por nós de universo. Uma parte limitada, no tempo e no espaço. E ele, o ser humano, experiência a si próprio, seus pensamentos e sensações como coisas separadas do resto, uma espécie de ilusão ótica da consciência".
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”
“A religião do futuro será cósmica e transcenderá um Deus pessoal, evitando os dogmas e a teologia.”
“A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.”
“Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos.”
"O valor do homem é determinado pelo grau e pelo sentido em que ele se libertou do seu ego."
"A imaginação é mais importante do que o conhecimento."
"A maioria de nós prefere olhar para fora e não para dentro."
“Sem a convicção de uma harmonia íntima com o Universo, não pode haver Ciência."
"O homem erudito é um descobridor de fatos que já existem, mas o homem sábio e um criador de valores."
"Deus é inexorável no oferecimento de dons. Deu-me apenas a teimosia de uma mula."
"Agora, e somente agora, sabemos que a força que movimenta os elétrons em suas elipses ao redor do núcleo dos átomos, é a mesma que movimenta nossa Terra em seu curso anual ao redor do Sol; e é a mesma que nos traz os raios de luz e de calor, que tornam possíveis a vida em nosso planeta."
“A leitura após certa idade distrai excessivamente o espírito humano das suas reflexões criadoras. Todo o homem que lê de mais e usa o cérebro de menos adquire a preguiça de pensar.”
“A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente.”


Sidarta Gautama viveu entre 566 e 485 a.C., era filho dos reis da dinastia Sakia, uma pequena tribo localizada nas planícies de Terai, no norte da Índia. Conta a história que após seu nascimento ele foi levado pelo pai a um templo para ser apresentado aos sacerdotes, quando um sábio profetizou: "este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei ou um mestre espiritual que ajudará a humanidade libertar-se de sofrimentos." Mas o rei esperava que Sidarta se tornasse um líder político e guerreiro, e para fazer com que o prenúncio não se concretizasse, proibiu o príncipe de sair das dependências do castelo, afastando-o de tudo o que pudesse despertar qualquer interesse filosófico e espiritual. Sendo assim, Sidarta passou a juventude cercado de luxos, alheio ao convívio e aos problemas da população.


Casou-se cedo com uma prima e teve um filho. Entretanto os muros do castelo mostraram-se pequenos para a vontade do jovem príncipe em alcançar mais conhecimento sobre a vida. Um dia, ao sair escondido das cercanias do castelo, tomou contato com a realidade: doenças, miséria, fome, frio e o medo da morte assolavam os seres humanos. Não conseguindo ficar alheio ao que viu e sentiu, começou a se fazer questionamentos mais profundos. Com isso, aos 29 anos iniciou sua busca para atingir a iluminação e desvendar as raízes do sofrimento humano. A busca pela Liberdade foi o fator decisivo que levou o príncipe Sidarta Gautama a se tornar Buda. Ao deixar para trás seu título, riquezas e até as vestes, ele iniciou uma jornada em busca da grande Verdade. No início foi para as selvas distantes onde se juntou a um grupo de brâmanes (sacerdotes da religião hindu) dedicados a uma vida de orações, privações, muita disciplina e mortificações, como meio de inibir certos desejos.


Sidarta passou seis anos aprendendo tudo que esses religiosos tinham para lhe ensinar, mas percebeu que levar o organismo a limites extremos de dor e privação não conduzia à compreensão da verdade. Encontrou no equilíbrio em si mesmo o ponto sábio para conduzir a vida. Para ele, exercícios mortificadores do corpo não seria o caminho para chegar à compreensão da vida. Também não seria a entrega aos prazeres excessivos que chegaria a tal.


Levando uma vida de observação, um dia Sidarta resolveu meditar sob a proteção de uma figueira, a árvore Bodhi, decidido a não se levantar dali até alcançar a grande Verdade, aquela que livraria os seres humanos de todo o sofrimento. Após anos meditando, e depois de ser tentado e de vencer a si mesmo, seus medos e conflitos, chegou à iluminação, tornando-se um Buda, que significa “aquele que despertou”, com 40 anos de idade. Após atingir esse ponto, Buda saiu para ensinar o Dharma, isto é, as “Quatro Nobres Verdades” necessárias para a libertação dos sofrimentos terrestres.


Durante sua jornada, Buda deixou claro que todos os homens poderiam ser Buda e que não haverá limite para aquele que deseja fazer-se “Uno com o Pai”, reconhecendo que muito ainda haveria para caminhar: "Não sou o primeiro Buda que existiu na terra, nem serei o último. No tempo devido outro Buda levantar-se-á no mundo, um santo, um ser divinamente iluminado, dotado de sabedoria em sua conduta, benigno, conhecendo o universo, um líder incomparável dos homens, um mestre dos anjos e dos mortais. [...] Seus discípulos serão contados em milhares, enquanto que os Meus contam-se em centenas."


Carl Gustav Jung nasceu em Kesswill, na Suíça, em 26 de julho de 1875. Tornou-se um dos maiores psiquiatras no mundo, com ampla aceitação no meio científico, mesmo com ideias inovadoras que misturavam ciência, religião e alquimia. Dessa linha surgiram estudos que abordam como a questão religiosa contribui para a formação psicológica dos indivíduos e da civilização. Ainda seguindo sua formação religiosa (sua família era luterana), Jung procurou entender como o homem pode conhecer-se através de suas experiências. E, para isso, ele iniciou suas pesquisas fazendo uma autoanálise, colocando o ponto dentro, ou seja, procurou conhecer-se profundamente.Assim, muitos dos temas desenvolvidos por Jung brotaram de suas próprias experiências. Para ele, o autoconhecimento psicológico nos faz ver que os conflitos do homem (e da humanidade) acontecem primeiro dentro de cada um, sutilmente, para depois se exteriorizar.


Só assim o homem deixará de ver o inimigo no outro e o reconhecerá onde sempre esteve: dentro de nós mesmos. Nasce daí o interesse por mitos, sonhos e religiões variadas, do ponto de vista psicológico. Com a mente aberta a novos conhecimentos, pôde experimentar algumas manifestações paranormais, o que confirmava o poder mental que o homem tem. Por isso, se dedicou a compreender a conexão de um universo que até então pareciam dois: espiritual e científico. Em suas teorias Jung deixa claro que tudo é uma coisa só e o homem, para se sentir completo, precisa entender isso. Inquieto e perplexo diante da falta de contato entre religião e ciência, Jung encontra na Psiquiatria a melhor forma de unir essas duas esferas do conhecimento.


Sua tese de graduação – “Psicologia e Patologia dos Assim Chamados Fenômenos Psíquicos” – foi fruto de suas preocupações espirituais, envolvendo a análise psicológica de “mensagens recebidas” por uma prima considerada médium. Em 1902, após desenvolver seu famoso teste de associação de palavras – base dos detectores de mentiras -, método que utilizava para diagnosticar seus pacientes, ele se torna professor na cadeira de Psiquiatria na Universidade de Zurique. As influências de Jung na juventude, na literatura e na filosofia, foram Pitágoras, Heráclito, Platão, Kant, Goethe, Schopenhauer entre outros. Mas foi a obra de Freud que impulsionou Jung na direção do conhecimento pioneiro da mente. Sendo assim, Jung e Freud iniciaram um grande e intenso contato pessoal que durou aproximadamente 7 anos. Apesar dos interesses em comum, as controvérsias sobre a psique humana eram muito distintas. Jung, por exemplo, não concordava com as explicações de natureza sexual para todos os distúrbios emocionais. À medida que essas distinções entre ambos foram se intensificando, a ruptura entre eles se tornou inevitável.


Jung desenvolveu a ‘Psicologia dos Complexos’, que posteriormente ele chamaria de ‘Psicologia Analítica’, assim como seus estudos do inconsciente. Com essas duas concepções, somadas aos estudos sobre os sonhos e desenhos, o psicanalista estudou profundamente os meios pelos quais o inconsciente do homem se manifesta. Daí surge sua teoria de Inconsciente Coletivo, no qual é formado por arquétipos, símbolos que envolvem imagens e sentimentos de natureza humana, acessível a todos. Jung afirmou que o inconsciente não é subproduto da consciência. Para o psicanalista, a consciência individual é que é produto do Inconsciente Coletivo da humanidade e traz consigo sua própria porção inconsciente que influencia o comportamento do indivíduo.


Para Jung o sentido da vida é a individualização, ou seja, o conhecimento total sobre si. Mas, como não ocorre essa individualização, ocorre o desequilíbrio psicológico, que leva a humanidade a um terrível atraso evolutivo. Carl Gustav Jung morreu no dia 06 de junho de 1961, aos 86 anos, deixando um grande legado para a humanidade.


Frases


“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.”

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

“Quando pensamos, fazêmo-lo com o fim de julgar ou chegar a uma conclusão; quando sentimos, é para atribuir um valor pessoal a qualquer coisa que fazemos.”

“Uns sapatos que ficam bem numa pessoa são pequenos para uma outra; não existe uma receita para a vida que sirva para todos.”

“Tenho visto as pessoas tornarem-se freqüentemente neuróticas quando se contentam com respostas erradas ou inadequadas para as questões da vida. Elas buscam posição, casamento, reputação, sucesso externo ou dinheiro, e continuam infelizes e neuróticas mesmo depois de terem alcançado aquilo que tinham buscado. Essas pessoas encontram-se em geral confinadas a horizontes espirituais muito limitados.” “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

“Até onde conseguimos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma luz na escuridão da mera existência.”

“Tudo aquilo que não enfrentamos em vida acaba se tornando o nosso destino.”

“Tudo depende de como vemos as coisas e não de como elas são.”

“Dentro de cada um de nós há um outro que não conhecemos. Ele fala conosco por meio dos sonhos.”


São Francisco nasceu em Assis, Itália, em 5 de julho de 1182. Filho do rico comerciante italiano Pietro di Bernadone dei Moriconi e sua esposa Pica Bourlemont, foi batizado pela mãe como Giovanni di Pietro di Bernardone, em homenagem a São João Batista. Quando jovem, gozava de uma boa condição financeira. Por esses motivos, era muito popular entre seus amigos por causa das extravagâncias, indisciplinas e aventuras.


Nem por isso, mostrava forte inclinação ao desapego material e bondade entre seus empregados. Assim como os jovens de sua época, ele também cresceu fascinado com histórias de cavalaria e sua intenção era se tornar um grande cavaleiro de guerra. Assim, em 1202 alistou-se como soldado na guerra que Assis desenvolvia contra Peruggia, mas foi capturado e permaneceu preso, à espera de um resgate, por cerca de um ano. Durante esse período ficou gravemente doente. Francisco saiu modificado da prisão.


Após seu retorno à Assis, ele deu mostras que iria seguir uma vida religiosa, na qual a Bondade seria sua maior virtude, e fonte de admiração para aqueles que almejam ser a Bondade. Durante um festejo folclórico tradicional, em vez de preparar-se para a entrada em uma vida de casado, como seria o costume, retirou-se para meditar atrás de sabedoria. Certo dia, durante um rigoroso inverno, Francisco encontrou com um leproso que passava frio. Nesse instante, um Sentir maior o fez tomar como ação doar seu único manto àquele homem. Mas desse gesto veio o olhar feliz e de gratidão do leproso, que foi sentido no coração de Francisco. A partir daí, ele reconheceu que praticar a Bondade era a sua missão. Largou seu dinheiro e seu nome e foi viver com os leprosos.


Foi trabalhar na construção de diversas igrejas próximas a Assis e com o passar do tempo iniciou uma vida de pregação, onde seu apreço pelas pessoas e animais o fizeram ser reconhecido por muitos nobres, que passaram a seguir sua nova Ordem que estava para se formar. Em uma de suas iniciativas Francisco e seus seguidores foram visitar o papa para solicitar a autorização para a formação de sua Ordem, que tinha como princípio (Regra Primitiva) a pobreza absoluta para os monges e para a Ordem, em imitação literal da vida de Jesus Cristo e seus discípulos. Chegando sujos e vestidos pobremente foram ridicularizados pela corte do papa Inocêncio III, que mandou não aborrecê-lo com sua Regra, considerada excessivamente rigorosa e impraticável, e que fosse pregar entre os porcos. Tendo-o feito num chiqueiro próximo, coberto de lama voltou para o papa que, por fim, decidiu atendê-los, dando autorização para prosseguirem a pregação. Sua vida, desde então, serviu para ensinar a Bondade entre as pessoas, mostrando que a verdadeira Felicidade está em ajudar verdadeiramente, sem esperar por recompensas.


Frases


“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."

“É morrendo que nascemos para a vida eterna” “Todos os seres são iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final.”

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz./ Onde houver ódio, que eu leve o amor,/ Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,/ Onde houver discórdia, que eu leve a união,/ Onde houver dúvida, que eu leve a fé,/ Onde houver erro, que eu leve a verdade,/ Onde houver desespero, que eu leve a esperança,/ Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,/ Onde houver trevas, que eu leve a luz.”

“Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado; compreender que ser compreendido, amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna.”

“O que temer? Nada./A quem temer? Ninguém./ Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte.” “Onde há amor e sabedoria, não tem temor e nem ignorância.”

“Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.”


Nascido em 02 de outubro de 1869, Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como Mahatma Gandhi, que em sânscrito significa "grande alma", foi o grande idealizador e fundador do moderno Estado indiano, ao lutar pela independência da Grã-Bretanha. Além disso, promoveu a paz entre hindus e mulçumanos, utilizando-se do princípio da “não agressão” ou Satyagraha, para alcançar seus objetivos, tornando-se um líder espiritual para seu país e um grande pacifista do mundo. Gandhi afirmava que seus valores, baseados na busca e na força da Verdade – essência da religião hindu--, guiavam seus passos e que uma das condutas para se chegar a Verdade era através da não violência. Seu pensamento pacifista começou em 1891, quando foi estudar Direito em Londres. Em seus estudos, observou que os direitos da população eram negados em seu país pelo Reino Unido.


Após terminar o curso, voltou à Índia para reivindicar os direitos de seu povo através de sua profissão. Terminada a primeira guerra mundial, em 1918, a burguesia na Índia desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líder Mahatma Gandhi. O programa pregava a independência total da Índia, através de uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado. As armas defendidas por Gandhi eram, por exemplo, as greves, passeatas, boicotes a produtos importados, retiros espirituais e jejuns.


Para Gandhi, o ser humano não deve revidar as agressões do inimigo, o amor deve prevalecer. Guiava-se pelo programa de cinco pontos, representado pela mão: igualdade; nenhum uso de álcool ou droga; unidade hindu-muçulmano; amizade e igualdade para as mulheres. Os cinco dedos que representam o sistema são conectados ao pulso, símbolo da não violência. Uma de suas mais eficientes ações contra os altos impostos cobrados foi “a marcha do sal”, em março de 1930, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal, em vez de pagarem a taxa prevista sobre o sal comprado. Em maio de 1933, Gandhi começou um jejum que durou 21 dias em protesto à "opressão" britânica contra a Índia. Em março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias para a Índia.


Em agosto de 1947, finalmente Gandhi consegue a independência da Índia. Mas o pacifista posicionou-se contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois Estados, o que acabou acontecendo com a criação da Índia, predominantemente hindu, e do Paquistão, predominantemente muçulmano. Gandhi morreu em 13 de janeiro de 1948, assassinado por um hindu radical que o responsabilizava pelo enfraquecimento da Índia. Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges.


Frases


“Violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade.”

"Se é valente, como é, para morrer a um homem que luta contra preconceitos, é ainda bravo para recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador."

“Perdão é o ornamento do valente.”

“Nós devemos ser a revolução que queremos ver no mundo.”

“E quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.”


Em um tempo no qual discordar da Igreja poderia significar a morte em uma fogueira, Giordano Bruno teve a Coragem de expressar todo o conhecimento que ele reconhecia, mesmo que isso significasse ser perseguido pela Santa Inquisição. Nascido na cidade de Nola, uma província localizada em Nápoles, Itália, em 1548, seu nome de batismo foi Filippo.


O nome Giordano surgiu ao ingressar no convento de São Domingos. Nesse mesmo convento foi ordenado sacerdote, em 1.572. Ao iniciar seus estudos no convento, toma contato com nomes importantes da filosofia grega, além dos nomes tradicionais da religião católica. Refletindo sobre as ideias dos grandes pensadores estudados e observando a grandiosidade do Todo, Giordano começa a formular e a expressar as suas próprias ideias e convicções acerca de Deus e do Universo.


Nesse momento, ainda dentro do convento, em 1567, ele começa a ter problemas com seus superiores e um processo é iniciado por insubordinação, mas logo arquivado. Sua percepção sobre os pensamentos da Igreja na época o fez sair de Nápoles para Roma em 1576. A partir desse instante, Giordano inicia uma peregrinação por diversos países europeus: Suíça, França, Inglaterra e Alemanha. Questionador e observador, procurou expressar sua razão pela qual acreditava que Deus era muito maior que o que a Igreja pregava. Defendia a tese de que o universo é infinito e repleto por uma infinidade de estrelas como o Sol, e que outros planetas também continham vida inteligente, assim como na Terra. Também antecipou algumas ideias de Galileu sobre o universo e que qualquer perspectiva de qualquer objeto é sempre relativa à posição do observador. Por fim, acreditava que tudo contém vida, mesmo ainda sem ter o conhecimento do átomo e de suas sub-partículas.


Em 1591, recebeu o contato de um nobre italiano veneziano chamado Giovanni Mocenigo para ensinar as artes combinatórias e mnemônica (técnica para memorizar fórmulas). Sendo assim, foi para Veneza ao encontro de Mocenigo. No ano seguinte, entretanto, o nobre mostra realmente qual era o seu interesse: dominar a magia para adquirir riqueza e poder. Como Giordano se recusou a ensiná-lo, Mocenigo o trancou em um quarto e o denunciou ao Tribunal da Inquisição. Em carta escrita para a Santa Inquisição de Veneza, Moncenigo lista 23 sérias acusações sobre Giordano. As principais são: – Defender a tese do astrônomo alemão Johannes Kepler (1.571–1.630) de que a Terra girava em torno do Sol. – Defender o uso da magia. – Defender que Jesus Cristo não fez milagre algum e sim magia. – Pregar que todos evoluíam. – Acusar a Igreja de promover a ignorância de seus fiéis, para que estes permanecessem como “asnos”. - Questionar alguns dogmas. - Ter uma conduta imoral. - Que a fé católica vai contra a majestade de Deus.


Depois de diversas tentativas, de convencê-lo a se retratar sobre suas teses mais revolucionárias, Giordano Bruno foi condenado à fogueira, em 16 fevereiros de 1.600, sob a acusação de heresia, e por seu pensamento e suas ideias irem contra a Igreja Católica. Ao ouvir sua sentença, Giordano Bruno teria dito a seus algozes: “Vocês pronunciam esta sentença contra mim com um medo maior do que eu sinto ao recebê-la”. Giordano Bruno morreu, mas não renegou seus pontos de vista. Durante sua vida denunciou a arrogância e a injustiça, apontando a falta de liberdade, respeito e dignidade aos mais pobres. Sua morte causou um movimento pela liberdade de pensamento na Europa.


Frases


"E o que se pode dizer de cada parcela do grande Todo, átomo, mônada, pode se dizer do universo como totalidade. O mundo abriga em seu coração a Alma do mundo" “O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus , ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?"

“Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos."

"A Terra e os astros (...), como eles dispensam vida e alimento às coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotados de vida, em uma medida bem maior ainda; e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção às coisas e aos espaços que lhes convêm.”

“Todo o amor deriva do ato de ver: o amor inteligível do ato de ver inteligivelmente; o sensível do ato de ver sensivelmente.”

“O tempo tudo tira e tudo dá; tudo se transforma, nada se destrói.”

“As estrelas, consideradas fixas, não o são em absoluto. Já que se pudéssemos observar o movimento de cada uma delas, poderíamos ver que jamais duas estrelas conservam a mesma direção a mesma velocidade, somente as grandes distâncias que nos separam delas é que não nos permite perceber as variações. Portanto, há inúmeros sóis e um sem número de Terras que giram ao redor deles. Se aceitarmos que somente nosso planeta é habitado estaremos limitando a infinita bondade e perfeição atribuídas a Deus e as suas obras..."

“Nunca deve valer, como argumento, a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja. É sumamente injusto pregar o próprio sentimento a uma reverência submissa aos outros; é próprio de mercenários ou escravos, e contrário à dignidade da liberdade humana, sujeitar-se e submeter-se . É suma estupidez crer por costumes, é coisa irracional conformar-se com uma opinião por causa da quantidade de quantos a crêem. Pelo contrário, é preciso buscar sempre a razão verdadeira e necessária...”

“Todas as coisas que existem no universo estão dotadas de alma e vida... O universo é eterno no tempo, infinito no espaço e tudo está em constante evolução. Em um universo assim, o espaço, o tempo, tamanho, peso, movimento, sucesso, trocas, relações e perspectivas são sempre relativos a qualquer marco de referência...”


O nascimento de Helena Petrovna Blavatsky em 30 de julho de 1831, na Ucrânia, começa “predizendo” como seria o restante de sua vida. A data, segundo o calendário dos supersticiosos empregados da família era propícia para que a criança desenvolvesse poderes psíquicos. Escritora e filósofa, desde pequena foi dotada e reconhecida como detentora de grandes poderes paranormais, como materializar flores, levitar objetos, enxergar o futuro e outras paranormalidades.


Reconhecendo em si uma inquietude interna, inicia, após um casamento frustrado, uma viagem pelo mundo atrás de conhecimento filosófico, espiritual e esotérico. Sua figura é um marco importante no século XIX, quando o mundo passava por uma séria transformação. As religiões – principalmente a católica – estavam sendo fortemente criticadas e desacreditadas com os avanços que a Ciência e a Tecnologia vinham fazendo, muito em virtude do fracasso de elas fornecerem explicações satisfatórias para várias questões sobre o mundo. Do outro lado, o ocultismo e outras linhas de pensamento ganhavam força na Europa. Mas Blavatsky estabeleceu um diálogo razoável entre Ciência e Religião.


Combateu o dogmatismo dos vários credos e enfatizou a liberdade do pensamento crítico, lógico e objetivado. Nesse sentido era favorável à pesquisa científica, que deveria ser o instrumento para a confirmação ou refutação dos ditames da fé tradicional, mas dizia que existem leis naturais ainda não devidamente compreendidas pela Ciência e por isso criticava veementemente os céticos cientistas. Propôs que todos os seus estudos eram frutos de uma Verdade, mas que de forma alguma o conhecimento transmitido por ela poderia se tornar um dogma. Pregou uma fraternidade Universal.


Seu trabalho consistiu em não fundar uma religião e deixou claro que não era proprietária e autora de todas as suas ideias que trouxe à luz – elas eram, em todo caso, vindas de mestres de outras dimensões que ditavam o conhecimento --, mas apresentou ao mundo uma síntese de conceitos, técnicas e interpretações de uma grande variedade de fontes filosóficas, científicas e religiosas do mundo, organizando-as em um corpo de conhecimento estruturado, lógico e coerente que compunha uma visão grandiosa e positiva do universo e do homem. Essa é a base da Sociedade Teosófica criada por Blavatsky, que tem como tema “Não há Religião superior à Verdade”.


A articulação que Blavatsky empregava em todo o conhecimento foi surpreendente. Falou sobre a unidade do Todo; a existência de leis exatas que regem o universo; lei do karma - enfatizou a responsabilidade do homem por seus atos - da evolução individual espiritual latente em todo ser ao longo de sucessivas reencarnações; explicou a origem do “mal do mundo” como um resultado direto da ignorância humana e não como uma predeterminação divina, nem como obra do acaso ou do Demônio, assim como afirmou não existir o Inferno. Em um comparativo muito bem elaborado entre as religiões, afirmou que todas elas possuem parcelas da Verdade Absoluta, que foram sendo colocadas na Terra de acordo com as fases evolutivas da sociedade. Escreveu durante sua vida muitos artigos sobre a filosofia Hermética, Cabala, Magia, Alquimia e Rosacrucianismo, e sobre a existência de uma fraternidade oculta de mestres. Seu livro mais famoso e admirado é A Doutrina Secreta. Morreu em 8 de maio de 1891.


Frases


"O universo é a combinação de milhares de elementos, e contudo é expressão de um simples espírito - um caos para os sentidos, um cosmos para a razão."

"Se há um espírito imortal desenvolvido no homem, ele deve existir em tudo o mais, pelo menos em estado latente ou germinal; pode ser apenas uma questão de tempo para que cada um destes germes torne-se plenamente desenvolvido."

"A Doutrina Secreta ensina o progressivo aperfeiçoamento de todas as coisas, tanto dos mundos como dos átomos. E este estupendo aperfeiçoamento não tem um começo concebível nem um fim imaginável. Nosso "Universo" é apenas um de um infinito número de Universos, todos eles "Filhos da Necessidade", porque na grande cadeia cósmica de Universos cada elo acha-se numa relação d e efeito com referência ao antecessor, e de causa com referência ao sucessor."

"O altruísmo é uma parte integral do auto-aperfeiçoamento. Mas temos de discernir. Ninguém tem o direito de inanir-se até a morte para que outrem possa ter alimento, a não ser que a vida deste último obviamente seja mais útil do que a do primeiro. Mas é seu dever sacrificar o próprio conforto e trabalhar pelos outros se estes estão incapacitados para o trabalho."

"A idéia da Absoluta Unidade estaria inteiramente fragmentada em nossa concepção se não tivéssemos algo concreto, diante de nossos olhos, que contivesse essa Unidade. E a deidade, sendo absoluta, deve ser onipresente; por isso é que nenhum átomo deixa de contê-LA em si. As raízes, o tronco e seus muitos galhos são três objetos distintos, e no entanto formam uma árvore."

"Meditação, abstinência em tudo, observação dos deveres morais, pensamentos agradáveis, boas ações e palavras amáveis, como também a boa vontade com todos e o total esquecimento do Eu, são os meios mais eficazes de obter conhecimento e preparar-se para a recepção da sabedoria superior."

"A humanidade - pelo menos em sua maioria - detesta refletir, mesmo em benefício próprio. Magoa-se, como se fora um insulto, ao mais humilde convite para sair por um momento das velhas e batidas veredas e, a seu critério, ingressar num novo caminho para seguir em alguma outra direção."


Filósofa, astrônoma, matemática e física. Hipátia nasceu em 370 d.C. em Alexandria, local que na época era considerado o principal ponto cultural da região, e que hoje corresponde ao Egito. Seguidora da corrente neoplatônica, Hipátia se tornou a maior e mais admirada pesquisadora da cidade, deixando como legado grandes descobertas para a humanidade. Atribui-se a ela a descoberta do astrolábio, o hidrômetro graduado (utilizado para determinar a densidade relativa de líquidos), assim como o mapeamento de diversos corpos celestes e inúmeros e importantes trabalhos de geometria e matemática.


Hipátia viveu numa época em que as mulheres dispunham de poucas opções e eram tratadas como objetos de propriedade. Além de desafiar o próprio preconceito da sociedade, ela não se intimidou frente às grandes mudanças políticas e religiosas que aconteciam em Alexandria. Nesta fase, a cidade sofria com o domínio romano e com as investidas da igreja, que procurava ampliar seus domínios cerceando as ações dos cientistas e filósofos da época, que eram considerados pagãos, como alta heresia e tratava como demoníacas qualquer tentativa de adquirir qualquer conhecimento relacionado a natureza do homem e do universo. Ainda assim, para Hipátia o homem é feito para pensar e adquirir conhecimento durante a vida, visando seu crescimento e colaborando para o crescimento dos outros. Por esse motivo, nunca foi acomodada ou sentiu medo das retaliações que sofria.


Estimulada por seu pai Theon -- famoso filósofo, astrônomo e mestre de matemática no Museu de Alexandria --, que sempre a estimulou a vencer qualquer obstáculo que tentasse impedir seu acesso ao saber, mesmo que se tratasse de qualquer princípio de fé ou de credo, foi na adolescência para a cidade de Atenas com o objetivo de concluir seus estudos na Academia Neoplatônica. Também estudou na Academia de Alexandria e, com o tempo e o domínio das mais distintas áreas, transcendeu as próprias conquistas paternas. Com todo o seu estudo e sentir, Hipátia logo ficou em relevo, por suas tentativas de unir a matemática ao neoplatonismo. Ela empreendeu a adequação da razão matemática à ideia da mônada (Deus Verdadeiro), cultivada pelos adeptos do neoplatonismo.


Apesar do grave e sabido perigo que corria, Hipátia continuava pesquisando, estudando e ensinando, até que um dia, no ano de 415, quando saia para lecionar, um grupo de fanáticos religiosos a capturou e a levaram a uma igreja, e com conchas marinhas arrancaram-lhe a carne dos ossos. Com a morte de Hipátia, a história registra o fim da ciência antiga, pois a mesma turba de fanáticos enraivecidos, queimaram a gloriosa Biblioteca de Alexandria. Uma perda incalculável para a humanidade. Foi como se toda a civilização tivesse sofrido uma lobotomia de modo que ficaram extintas, irrevogavelmente, a maioria das suas memórias, seus descobrimentos e suas ideias. Obras de todos os pensadores antigos como Sófocles, Ésquilo, Eurípedes e tantos outros foram destruídas pelo fogo da ignorância.


Frases


“Reserve o seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar.”

“Compreender as coisas que nos rodeiam é a melhor preparação para compreender o que há mais além”

“Todas as formas religiosas dogmáticas são falaciosas e não devem ser aceitas por auto-respeito pessoal.”

“Ensinar superstições como verdades é uma das coisas mais terríveis.”

“Ontem, o oráculo revelou o segredo do meu cruel destino, o triste final que me espera por não ceder as caprichosas exigências daqueles que se creem donos da verdade."


Joana d’Arc nasceu em Lorena, na vila de Domrémy-la-Pucelle, na França, no dia 6 de janeiro de 1412. Filha de família simples, de pais camponeses, quem poderia dizes que uma pobre criança entraria para a história da humanidade como símbolo de convicção, coragem e fé? Sua infância é marcada pelo trabalho árduo no cuidado da lavoura e dos animais, mas também estava sempre pronta para socorrer os necessitados. Era analfabeta, mas seu conhecimento espiritual era notório. Não deixava, portanto, de discorrer brilhantemente diante de seus acusadores.


Inicia sua jornada aos 13 anos, quando começa a ouvir vozes de outras esferas dimensionais que lhe recomendavam a manutenção da virgindade, para preservar a pureza de espírito, pois ela deveria se tornar a líder do exército francês para guerrear contra os ingleses. No século XV, que testemunhou a passagem de Joana d’Arc pela Terra, a Guerra dos Cem Anos (1337 – 1453) entre a França e a Inglaterra, atingindo duramente o povo francês e o próprio povoado da donzela de Orléans, como também era conhecida a virgem.


O herdeiro do trono se perdia em dúvidas quanto à legitimidade de sua reivindicação do trono, pois suspeitava que fosse um bastardo, e as tentações e seduções materiais que o envolviam, prendendo-o a uma teia incessante de ilusões. Orléans é a última arena de resistência no território francês. Política e economicamente a França enfrenta a eminente derrocada. A Igreja, por sua vez, se alia aos ingleses para fortalecer seu poder. É quando Joana é orientada pelas vozes que a guiam, nas quais ela crê sem hesitar, a deixar sua família, seus amigos, e seguir para Vaucouleurs, aos 16 anos. Sua convicção e palavras são sentidas profundamente pelo comandante local, Roberto de Baudricourt, do qual a escolta até delfim Carlos, em Chino. Em conversa com o delfim, Joana expõe sua intenção de unificar a França liderando os homens do exército. Joana é interrogada, investigada, submetida a exames íntimos pelas matronas locais, mas enfim obtém a permissão de Carlos para lutar em Orléans. Antes do iminente ataque, Joana envia um aviso: “A vós, ingleses, que não tendes nenhum direito neste Reino de França, o Rei dos Céus vos ordena, e manda, por mim, Joana, a Donzela, que deixeis vossas fortalezas e retorneis para vosso país, caso contrário farei grande barulho”.


A primeira conquista foi em maio de 1429. Em julho do mesmo ano, delfim foi coroado Catedral de Notre-Dame de Reims. Mas Joana não se dá por satisfeita. Ela almeja a liberdade de seu povo e para isso, vai até Paris enfrentar os ingleses. Mas nessa guerra ela é presa. A inquieta Joana, porém, continuou a seguir a orientação de suas vozes e, assim, vai para Paris, mas infelizmente fracassa, é presa, trancada na Fortaleza de Beaulieu, e depois conduzida para o Castelo de Beaurevoir. Ela é julgada em 1430, sob a acusação de bruxaria, heresia, entre outros crimes de natureza religiosa. Joana poderia ter conseguido a sua absolvição caso afirmasse que sua missão não era divina e que as vozes que seguia eram demoníacas, pois a voz de Deus só poderia ser ouvida por seus legítimos representantes na terra, ou seja, pelos membros do clero, e não por uma simples camponesa. Entretanto, Joana não renegou sua fé e a sua missão.


Presa durante seis meses, ela foi condenada a morte e queimada na fogueira da Santa Inquisição. Relatos históricos dizem que seu caminhar era firme e sereno. Em suas mãos, uma cruz improvisada de madeira demonstrava a sua Fé e Coragem. Suas últimas palavras teriam sido "Sim, Cristo, elas eram mesmo divinas!" Joana d’Arc foi queimada aos 19 anos. No ano de 1453, a Guerra dos Cem Anos terminou com a assinatura do Tratado de Paz entre França e Inglaterra. E Joana d’Arc fez da Coragem a Ação de Ser, que se exprimiu na mais alta inspiração de amor e felicidade, de bravura e docilidade o exemplo maior de Virtude e Dever! Fez de suas ações inspiração para o homem encontrar a sua Liberdade.


Frases


"Oh, minha menina Joana, tu bem dissestes: 'Que o túmulo dos heróis era o coração dos vivos..."

" Todo homem dá sua vida pelo que ele acredita. Toda mulher dá sua vida pelo que ela acredita. Há pessoas que acreditam em pouco ou em nada e, ainda assim, dão suas vidas por esse pouco ou por esse nada.Tudo o que temos é a nossa vida, e a vivemos como acreditamos que devamos vivê-la, e então ela se vai. Mas renunciar ao que se é e viver sem acreditar em nada é mais terrível do que morrer - mais terrível até do que morrer jovem."

“Não existe ninguém igual a mim, Deus me fez única!”

“Tive a sensação de vislumbrar a dimensão do Mundo quando experimentei ver pelos teus olhos.”

“Não sei nada de A e B, mas venho em nome de Deus acabar com o cerco de Orléans e levar o rei a Reims para sua coroação" - resposta dada aos doutores da Igreja quando foi questionada sobre sua missão.

"Assegurem-se de estar corretos com Deus, ataquem e a vitória será de vocês." - durante o ataque à Les Tourelles.

"Essas roupas não afligem minha alma. Quanto às roupas femininas, não as porei enquanto isso não agradar a Deus." - sobre o fato de vestir roupas masculinas no decorrer de todo seu julgamento.

"Tenho mais medo de cometer uma falta dizendo algo que desagrade essas vozes do que de não lhe responder." - durante o julgamento, quando foi pressionada pelo bispo Cauchon.

"Eu os perdoo!" - últimos momentos da execução.

“Eu sei que o nosso Senhor foi sempre o senhor da minha vontade e que o diabo nunca teria poder sobre Ele.”

"Eu preferiria morrer a fazer algo que sei ser um pecado, ou contra a vontade de Deus."

"Eu não tenho medo ... Eu nasci para fazer isso."

"Se não sou, talvez Deus tenha me colocado ali, e se sou, talvez Deus queira me manter lá."


Johannes Kepler (1571 – 1630) foi um astrônomo, matemático e filósofo alemão que ficou famoso por formular leis do movimento planetário, que ficaram conhecidas como as 3 Leis de Kepler e se tornou figura-chave da revolução científica do século XVII. Ele nasceu do dia 27 de dezembro de 1571, e estudou teologia e ciências exatas na universidade de Tübingen. Ali foi influenciado por um professor de matemática partidário da teoria heliocêntrica do movimento planetário desenvolvida pelo astrônomo Nicolau Copérnico. Kepler também incorporou o pensamento religioso, reconhecendo a presença de uma Força Maior em seu trabalho, motivado pela convicção de que Deus havia criado o universo de acordo com um plano inteligível, acessível através da luz natural da razão. Assim, descreveu sua nova astronomia como "física celeste", transformando a antiga tradição da cosmologia física ao tratar a astronomia como parte de uma física matemática universal, baseando-se na “Metafísica de Aristóteles".


Para Kepler, a simplicidade da ordem planetária tinha de ter sido o plano de Deus. Em 1594, o astrônomo foi para a Áustria, e lá elaborou uma hipótese geométrica complexa para explicar a distância entre as órbitas planetárias (até então eram consideradas circulares). Posteriormente, Kepler deduziu que as órbitas dos planetas são elípticas. Kepler propôs que o Sol exerce uma força que diminui de forma inversamente proporcional à distância e impulsiona os planetas ao redor de suas órbitas. Publicou, em 1596, suas teorias em um tratado chamado Mysterium Cosmographicum. Esta obra é importante porque apresentava a primeira demonstração ampla e convincente das vantagens geométricas da teoria de Copérnico.


Kepler foi professor de astronomia e matemática na universidade de Graz entre 1594 até 1600. Um ano depois Kepler assume o cargo de matemático imperial e astrônomo da corte do Imperador Rodolfo II. Uma de suas obras mais importantes durante este período foi Astronomia Nova (1609), ápice de seus esforços para calcular a órbita de Marte. Este tratado contém a exposição de duas das chamadas leis de Kepler sobre o movimento planetário. Segundo a primeira lei de Kepler (lei das órbitas), os planetas giram em órbitas elípticas ao redor do sol. A segunda lei de Kepler (lei das áreas), afirma que uma linha imaginária desde o Sol a um planeta percorre áreas iguais a uma elipse durante intervalos iguais de tempo, em outras palavras, um planeta girará com maior velocidade quanto mais próximo estiver do sol.


Em 1612, Kepler publicou seu livro “Harmonia do Mundo” (1619), cuja parte final contém outra descoberta sobre o movimento planetário (terceira lei de Kepler), onde concebe uma relação matemática entre o movimento dos planetas e as escalas musicais. A última obra importante foram as Tabelas Rudolfinas (1625), onde reduz os erros médios da posição real de um planeta. O matemático e físico inglês Isaac Newton baseou-se nas teorias e observações de Kepler para formular sua lei da gravitação universal, no que afirmou: “Se enxerguei longe, foi porque me apoiei nos ombros de gigantes", fazendo menção a Kepler.


Frases


"Quanto mais o homem avança na penetração dos segredos da natureza, melhor se desvenda a universalidade do plano eterno."

“Não nos perguntamos qual o propósito útil dos pássaros cantarem, pois o canto é o seu prazer, uma vez que foram criados para cantar. Similarmente, não devemos perguntar por que a mente humana se inquieta com a extensão dos segredos dos céus… A diversidade do fenômeno da Natureza é tão vasta e os tesouros escondidos nos céus tão ricos, precisamente para que a mente humana nunca tenha falta de alimento.”

“Os planetas emitem sons musicais cujas frequências são determinadas em analogia aos sólidos perfeitos de Platão pelas suas respectivas velocidades no espaço."

“As leis da Natureza nada mais são que pensamentos matemáticos de Deus.”

“Os caminhos que conduzem o homem ao saber são tão maravilhosos quanto o próprio saber.” “A natureza usa o mínimo possível de tudo.”

“São grandes as vantagens industriais derivadas do princípio econômico da divisão do trabalho, porém, por causa disso, privou-se o trabalho do homem de alma e de vida.”


Nascido no sul da China numa região chamada C´hu por volta de 604 a.C., Lao Tsé ( que significa “velho mestre”) foi um filósofo que se propôs a sintetizar as teorias filosóficas que defendem a unidade da realidade como um todo (Monismo). Atribui-se a ele a autoria da obra criadora do Taoísmo, o "Tao Te Ching", ou Livro do Caminho e da Virtude, uma das obras mais traduzidas e impressas no mundo. Lao Tsé, pelo que se sabe, foi verdadeiramente um sábio conselheiro, razão pela qual atraiu muitos seguidores, embora sempre se recusasse a fixar suas ideias por escrito, pois as palavras poderiam estabelecer algum dogma e não exprimem o Absoluto. Esse é o pensamento base do Tao, que literalmente traduzido significa Caminho e exprime o conceito filosófico de Absoluto. Este conceito traz a ideia de origem, princípio e essência de todas as coisas.


O Absoluto está além do tempo, do espaço e das linguagens. Todas as linguagens são manifestações posteriores à criação do universo. Todas essas manifestações correspondem a formas limitadas, passageiras, temporárias e impermanentes. Lao Tsé, durante suas colocações, enfatizava o conceito de "wei-wu-wei", ou ação através da inação. Moduladamente, o filósofo explicava que evitando atitudes e vontades pessoais egoístas pode-se atingir grande eficiência, apenas seguindo a forma natural pela qual as coisas acontecem. Para ele, sua filosofia deveria ser estabelecida sob a bondade, serenidade e respeito. Assim ele não estabeleceu nenhum código rígido de comportamento, preferindo ensinar que a conduta de uma pessoa deve ser governada pelo instinto e pela consciência. Coerentemente com a sua maneira de pensar ele não escreveu princípios doutrinários, e sim aforismos (versos), especificamente 81 aforismos que abrangem todas as atividades, todos os lugares e todas as épocas. O Taoísmo baseia-se no Principio da Polaridade que diz ser a natureza bipolar, pois tudo nela tem um oposto.


Na essência partes do Todo é composto de componentes opostos: claro/escuro; bem/mal; masculino/feminino etc. Aqui na Terra estas polaridades são conhecidas também por Yin ou Yang. Por esta razão, de inicio o Tao Te Ching era uma obra destinada aos sábios, aos líderes políticos, e aos governantes da China, mas com o transcorrer dos séculos, tornou-se uma obra destinada a todas as pessoas.


Frases


“Nas profundezas do insondável jaz o Ser. Antes que o céu e a terra existissem, já era o Ser. Imóvel, sem forma. O vácuo, o nada, berço de todos os Possíveis. Para além de palavra e pensamento está o Tao, origem sem nome nem forma, a Grandeza, a Fonte eternamente borbulhante: O ciclo do Ser e do Existir.”

“Pagai o mal com o bem, porque o amor é vitorioso no ataque e invulnerável na defesa.”

“Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.”

“Uma longa viagem começa com um único passo.” “O sábio não se exibe e vejam como é notado. Renuncia a si mesmo e jamais é esquecido.”

“A alma não tem segredo que o comportamento não revele.”

"Aquele que conhece o outro é sábio. Aquele que conhece a si mesmo é iluminado. Aquele que vence o outro é forte. Aquele que vence a si mesmo é poderoso. Aquele que conhece a alegria é rico. Aquele que conserva o seu caminho tem vontade. O sábio não se exibe, e por isso brilha. Ele não se faz notar, e por isso é notado. Ele não se elogia, e por isso tem mérito. E, porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele. Seja humilde, e permanecerás íntegro. Curva-te, e permanecerás ereto. Esvazia-te, e permanecerás repleto. Gasta-te, e permanecerás novo. "

"Pouca fé se outorga aos que têm pouca fé."

"A maneira de fazer é ser."

 "A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor."


Leonardo di Ser Piero da Vinci é considerado o mais completo artista que já passou pela Terra. Partícipe do período renascentista, ele nasceu no dia 15 de abril de 1452, em uma cidade próxima a Vinci, na Itália. Passou sua infância no campo, o que pode explicar a sua busca por expressar harmonicamente seus trabalhos com a Natureza. Da Vinci foi um homem de grandes talentos, e acabou se transformando em um modelo da educação clássica resgatada no Renascimento, pois dominava amplas áreas do conhecimento: anatomia, engenharia, matemática, música, história natural, arquitetura, escultura, pintura e se mostrou um talentoso inventor.


Dedicava-se profundamente a tudo o que fazia e sentia, e todas as suas descobertas eram expressas através da arte, sejam elas construções, desenhos, esculturas e pinturas. Ele deixou a sociedade de seu tempo boquiaberta com o planejamento de construções muito a frente de seu tempo, como um “helicóptero”, “submarino”, armas de guerra (incluindo um tanque de guerra), ponte giratória, roupa para mergulho profundo e, até mesmo, um carro. Sua produção científica, genial e atualmente tão reconhecida, oculta em rascunhos e codificações, nunca se destacaria como sua obra artística. Seus trabalhos artísticos lhe garantiam fama e recompensas.


Em 1469 o artista vai para Florença e dá início a sua trajetória na esfera das artes. Perfeccionista, da Vinci queria entender perfeitamente como o organismo funcionava, pois acreditava que apenas dessa forma ele conseguiria passar o sentimento, movimento e leveza das pessoas pintadas em suas telas com o máximo de perfeição. Leonardo defendia que: "Para conhecer os movimentos do organismo, é preciso antes estudar o movimento em si". Sendo assim, em 1472 inicia suas pesquisas com anatomia (quando a dissecação era prática rara e condenada pelo papa Leão X). Nesta época, da Vinci cria centenas de desenhos e esquemas do organismo humano: pesquisou e desenhou a estrutura dos ossos (ainda utilizados em Atlas anatômicos), músculos, vasos e nervos. Descobriu a existência de diversas glândulas, analisou o sistema urogenital, fez anotações impressionantes sobre a placenta, o cordão umbilical e as vias de nutrição fetal. Examinou ainda o sistema nervoso central e periférico, bem como os órgãos dos sentidos. Estudou o coração, concluindo que este órgão é puramente massa muscular alimentada por veias, como todos os outros músculos.


Realizou pesquisas envolvendo a língua, a posição dos dentes, traquéia e cordas vocais, realizando pesquisas em Foniatria e Fonoaudiologia, ramos estruturados como disciplinas científicas somente no século XX. Essa é considerada sua primeira etapa de sua criação, que vai até 1480. No campo da ciência e astronomia, procurou interpretar o movimento dos corpos celestes, observando, mesmo sem o auxílio de instrumentos, seus deslocamentos. Refutou a teoria segundo a qual a Terra era o centro do Universo e contestou a afirmação do filósofo grego Heráclito de Éfeso, segundo o qual o Sol teria 33 centímetros de diâmetro. Ainda concluiu que os planetas não têm luz própria, mas refletem a do Sol. Leonardo intuiu a ideia de impulso e quantidade de movimento. Seus textos também mostram que ele concebeu o princípio da inércia. "Nenhuma coisa se move por si mesma, mas seu movimento é produzido por outros". Leonardo realizou estudos extensos sobre a mecânica dos fluidos. Tinha várias ideias sobre como remover a água de um local para outro e comprovou seus conhecimentos em hidrodinâmica com a construção de canais. Formulou teorias para a formação das chuvas, observando o congelamento da água e a evaporação devida ao calor. Expressou suas ideias sobre o curso dos rios. A partir de 1482, atuou como engenheiro, arquiteto, escultor e pintor em Milão por 6 anos. É nesse período que ele inicia sua fase mais produtiva na pintura. Em 1500, já na cidade florentina, pinta a mais celebrada e misteriosa obra, o retrato da Lisa del Giocondo – a famosa Mona Lisa (seu olhar penetrante e seu sorriso enigmático fazem a obra não ter valor estimável de compra e venda).


Um aspecto notável era sua “escrita reversa”, uma maneira de enganar os plagiadores da renascença que olhavam suas anotações ou apenas uma maneira de evitar a bagunça que a tinta fazia para um canhoto. Na realidade ele simplesmente escrevia com a mão direita os resultados do estudo e reflexão crítica, e com a mão esquerda (da direita para a esquerda) as coisas que lhe vinham à mente, espontaneamente. O artista morreu em 1519, na França. Sua obra artística deixada para a humanidade tem valor e conhecimento inigualável e mostram como o pensamento tem o poder de transformar o meio em que se vive.


Frases


"Imitando os pássaros, o homem ainda aprenderá a voar"

"Com pedra e ferro, tornar-se-ão visíveis coisas que não aparecem"

"Homens falarão a outros de longínquos países e obterão respostas"

“Quem não ama a vida, não a merece", dizia.

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar."

“O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.”

“A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente.”

“A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação.”

“A lei suprema da arte é a representação do belo.” “Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende."

“Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes."


Química, física e matemática. Não são poucas atribuições feitas a primeira pessoa da história laureada com dois prêmios Nobel (Física/ 1903 – dividido com seu marido Pierre Curie e com o físico Antoine Henri Becquerel -- e Química/ 1911), que em um tempo aonde apenas os homens iam à universidade, ela descobriu dois elementos químicos e iniciou uma verdadeira revolução no meio científico. Maria Sklodowska nasceu em 7 de setembro de 1867 em Varsóvia, Polônia.


Filha de um professor de física e matemática, Curie mostrou-se ser a mais estudiosa e esforçada aluna entre todos os cinco irmãos. Viu na ciência a maneira de contribuir para a medicina e para o entendimento da natureza e de seus componentes e, por esse motivo, durante sua juventude, envolveu-se com uma organização estudantil que trabalhava com esse intuito. Mas esses avanços científicos não eram vistos com bons olhos e ela precisou fugir de sua cidade natal para continuar seus estudos. Em 1891, vai para a Paris onde obteve o grau de licenciatura em física e matemática pela universidade de Sourbonne, tornando-se, também, a primeira mulher a lecionar nessa universidade. Em 1892 ela conheceu seu marido, Pierre Curie, professor no Laboratório de Física e Química Industrial da universidade. Sua grande ascensão no campo da física começa em 1898, quando inicia seus estudos sobre radioatividade. As pesquisas realizadas por Marie Curie com a ajuda de seu marido Pierre levaram a descoberta de dois novos elementos químicos: o polônio (que ganhou este nome em homenagem a seu país natal) e o rádio.


As descobertas abriram um novo caminho a ser explorado na pesquisa científica e médica. Com Pierre Curie e o físico Antoine Henri Becquerel, recebeu o Nobel de Física de1903, "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio. Oito anos depois recebeu o Nobel de Química de 1911, pelo descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento. Reconhecendo que o acesso ao conhecimento não deveria ser limitado àqueles que tivessem dinheiro, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.


Foi a única pessoa a receber dois Prêmios Nobel em áreas científicas diferentes. Marie Curie morreu na França, em 1934 de leucemia, devido a grande exposição de radiações durante o seu trabalho. O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioatividade clássica. Em sua bibliografia marca a intenção de se chegar ao conhecimento físico e químico sobre os elementos da natureza para entendê-la em sua essência.


Frases


“Nada na vida deve ser temido, somente compreendido. Agora é hora de compreender mais para temer menos.”

“Eu nunca vejo o que já foi feito. Eu somente vejo o que ainda falta para ser feito.”

“Cada pessoa deve trabalhar para o seu aperfeiçoamento e, ao mesmo tempo, participar da responsabilidade coletiva por toda a humanidade.”

“A vida não merece que a gente se preocupe tanto.” "Seja menos curioso sobre as pessoas e mais curioso sobre as ideias."

"A vida não é fácil para nenhum de nós. Mas que importa? Temos de ter perseverança e, acima de tudo confiança em nós mesmos. Temos de acreditar que somos dotados de algo e que essa coisa tem de ser alcançada." "Há cientistas que tem a sádica pressa para caçar os erros em vez de estabelecer a verdade."


Em 6 de maio de 1758 nasceu Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, em Arras, França. Ainda aos 9 anos sua mãe morreu e seu pai o abandonou, deixando-o a mercê da pobreza. Com muito esforço, conseguiu estudar Direito em Paris graças a uma bolsa de estudo. Como jovem advogado, retorna para Arras, onde ganha fama ao defender os pobres contra as arbitrariedades da justiça e em favor da igualdade e liberdade. Por sua dedicação passa a ser chamado de “o incorruptível”. Mas para entender a figura grandiosa de Robespierre é preciso colocar-se à margem dos livros de história, onde ora é chamado "o incorruptível", ora de "o tirano". Fala mais forte sua conduta e sua luta: "... a minha luta é a da virtude contra o vício. Da moral contra o egoísmo. Dos princípios contra os hábitos. Da altivez contra a insolência. Da grandeza de alma contra a vaidade. Do amor à glória contra o amor ao dinheiro. Da honestidade contra a corrupção. Em vez da boa companhia, a boa gente. Em vez dos tédios da volúpia, o encanto da felicidade. No lugar da pequenez dos grandes, a grandeza do homem....".


Naquela época a França estava mergulhada no Absolutismo e o rei governava com poder absoluto, apoiado pela nobreza e pelo clero que gozavam de privilégios. Cresce, porém, o descontentamento dos camponeses e da burguesia. Os protestos começam pelo fim dos privilégios e um clima de revolta se estabelece. Incapaz de encontrar solução para o estado de calamidade econômica e social, o rei Luiz XVI convoca os Estados Gerais para resolver a falência das finanças. Esse período compreendido por Revolução Francesa é um marco para a humanidade, inspirando revoluções em países de todo o globo, inclusive a Inconfidência Mineira. Excelente orador, Robespierre foi eleito deputado em 1789 para representar sua cidade na Assembléia dos Estados Gerais. Na Assembléia torna-se líder do partido jacobino e representante dos direitos da pequena burguesia e dos mais pobres. Em sua posição, tornou-se líder dos propósitos da Revolução Francesa, levando a população à luta por “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Seus ideias contemplavam o voto universal e da igualdade dos direitos, defendendo a abolição da escravidão e as associações populares. Embora a Igreja tenha sido um dos principais alvos da Revolução, Robespierre acreditava na existência de um Ser Supremo e dizia que "se a existência de Deus, se a imortalidade da alma não fossem senão sonhos, ainda assim seriam a mais bela de todas as concepções do espírito humano".


Seu objetivo, segundo relata o historiador François A. Mignetera, era de “Liberdade e igualdade para o governo da república; indivisibilidade em sua forma; virtude como seu princípio; Ser Supremo como o seu culto. Quanto aos cidadãos, fraternidade em seus relacionamentos, probidade em sua conduta, bom senso como espírito, modéstia em suas ações públicas, que eles deveriam nortear para o bem do estado, e não para eles mesmos. Tal era o símbolo de sua democracia." Seus ideais, incompreensíveis para os homens da época, fazem com que ele seja preso em 27 de julho de 1794. Condenado por tirania, ele e outros 22 partidários são guilhotinados.


Frases


“Não é por um povo que combatemos, mas pelo universo! Não pelos que vivem hoje, mas por todos aqueles que existirão.”

“A mesma autoridade divina que ordena aos reis serem justos, proíbe aos povos serem escravos.”

"Será mais fácil governar o povo quando a mente humana adquirir maior atividade, luz, força e serenidade.”

“A morte não é o sono eterno. [...] A morte é o início da imortalidade!”

“Deus todo poderoso esta causa é Tua! Defende tu mesmo estas leis que gravastes em nossos corações.”

"Nenhum homem tem o direito de acumular montes de trigo ao lado de um semelhante que morre de fome."

"Qual é o primeiro objetivo da sociedade? Manter os direitos imprescritíveis do homem. Qual é o primeiro desses direitos? O de existir."

"Onde não é mais possível defender a inocência oprimida, valerá a pena viver?"


Pouco se sabe sobre a juventude de Sócrates. Também não deixou nada escrito. Ainda assim, é considerado um dos grandes filósofos que a humanidade já conheceu, com uma atividade filosófica intensa. Nascido em 469 a.C., em Atenas, Sócrates teve origem pobre. Filho de um escultor e de uma parteira, logo na juventude dedicou-se ao ensino filosófico. Sócrates ensinava em praça pública, percorrendo descalço as ruas de Atenas. Passou a ensinar sem cobrar pelos seus ensinamentos, ao contrário do que faziam os sofistas. Seu método consistia em fazer perguntas que conduziam o discípulo à descoberta da verdade. Autor da célebre frase "Só sei que nada sei", Sócrates acreditava que o verdadeiro filósofo sabe que sabe muito pouco. Dessa forma, desenvolveu um método de ensino chamado “maiêutica”, que consiste em forçar o interlocutor a desenvolver seu pensamento sobre uma questão que ele pensa conhecer, e colocá-lo em contradição. Este método foi dividido da seguinte maneira: ignorar sua ignorância, conhecer sua ignorância, ignorar seu saber e conhecer seu saber.


Outro ponto fundamental da filosofia socrática é a introspecção, exprimindo-se pelo lema “conheça-te a ti mesmo”, ou seja, tornar-se conhecedor d sua ignorância e de suas virtudes. Esses e outros conhecimentos transmitidos pelo filósofo vieram de seus discípulos, em especial Xenofonte e Platão. Em livros e diálogos escritos por eles, relatando as passagens de Sócrates, é possível notar a reformulação da filosofia grega, fazendo com que a busca de conhecimento, antes centrada no estudo da natureza, passasse a ocupar-se do homem e das suas ações. Essa grande mente professa a espiritualidade e imortalidade da alma e reconhece a existência de uma lei natural, expressão da vontade divina promulgada pela voz interna da consciência. Achava que a principal tarefa da existência humana era aperfeiçoar seu espírito. Antes de tudo, cumpre desembaraçar o espírito dos conhecimentos errados, dos preconceitos, das ideias pré-formadas, das opiniões; este é o momento da ironia, isto é, da crítica que reivindica a independência da autoridade e da tradição, a favor da reflexão livre e da convicção racional. A seguir será possível realizar o conhecimento verdadeiro, mediante a razão.


Ele diz que ajudava as pessoas a parirem suas próprias ideias, portanto, ao próprio conhecimento. Porém, seus métodos e conhecimentos transmitidos encontraram inimigos que se viam ameaçados pela perda do poder político. Recebeu três acusações: • Não acreditar nos costumes e nos deuses gregos; • Unir-se a deuses malignos que gostam de destruir as cidades; • Corromper jovens com suas ideias; Foi condenado por um tribunal formado por 501 cidadãos. Mas não a morte, pois sabiam que se o condenassem à morte, milhares de jovens iriam se revoltar. Condenaram-no a se exilar para sempre, ou a lhe ser cortada a língua, impossibilitando-o assim de ensinar aos demais. Caso se negasse, ele seria morto. Após receber sua sentença, Sócrates proferiu: “Vocês me deixam a escolha entre duas coisas: uma que eu sei ser horrível, que é viver sem poder passar meus conhecimentos adiante. A outra, que eu não conheço, que é a morte ... escolho pois o desconhecido!” Ainda no julgamento, Sócrates demonstra toda a sua grandeza e convicção na existência de algo maior, ao dizer aos juízes que lhes era grato e que os amava, mas que obedeceria antes aos deuses do que a eles, pois enquanto tivesse um sopro de vida, poderiam estar seguros de que não deixaria de filosofar, tendo como sua única preocupação andar pelas ruas, a fim de persuadir seus concidadãos, moços e velhos, a não se preocupar nem com o corpo nem com a fortuna, tão apaixonadamente quanto a alma, a fim de torná-la tão boa quanto possível.


Sócrates morreu em 399 a.C.. Foi a partir dele que a Filosofia grega passou a considerar os filósofos como pré-socráticos e pós-socráticos, reforçando, assim, seu legado para humanidade.


Frases


“Só sei que nada sei.”

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.”

“Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância.”

“Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.”

“A vida sem ciência é uma espécie de morte.”

“A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente, consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser.”

“O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu caráter.”

“Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.”